Reinventando pagamentos em uma era de modernização

Reinventando pagamentos em uma era de modernização

Setembro 2016
Anthony Brady   |   Managing Director e Head de Global Product Management, BNY Mellon Treasury Services
Christopher Mager   |   Managing Director e Head de Global Innovation, BNY Mellon Treasury Services

Este artigo é destinado aos leitores que desejam entender melhor as dramáticas — e aceleradas — mudanças em curso na indústria global de pagamentos. Com base em uma pesquisa com clientes realizada este ano pelo setor de Treasury Services do BNY Mellon, sabemos que essa é uma área em que o nível de conhecimento e as perspectivas das instituições financeiras variam muito. É também um assunto que todos querem entender melhor.

Na pesquisa, quando perguntado “Que reação melhor descreve o nível de foco, atenção e desenvolvimento de sua organização no espaço tecnológico emergente?”, quase metade dos entrevistados — 120 executivos seniores de diversas instituições financeiras globais que atendemos — respondeu “Estou seguindo adiante, de forma comedida (principalmente através de recursos compartilhados, com pouco ou nenhum investimento)”. Mais de um terço respondeu estar apenas “se organizando”.

O que melhor descreve sua organização?

Claramente, o momento é oportuno para compartilhar mais informações sobre os caminhos que levem à modernização de pagamentos e tecnologias associadas. Portanto, neste artigo vamos compartilhar com você mais resultados da nossa pesquisa e explorar fatores que geraram e seguem impulsionando mudanças em nossa indústria. Vamos, também, informar como os bancos e seus clientes estão sendo afetados e entender como os bancos estão, buscando novas oportunidades de crescimento, ao mesmo tempo em que se esforçam para estancar uma potencial perda de participação de mercado.

Trata-se de uma saga complexa com muitos atores — alguns conhecidos e outros recém-chegados ao negócio de pagamentos —, com seu elenco e enredo evoluindo a uma velocidade sem precedente.

Na nossa opinião, a indústria nunca foi tão excitante. Há muita coisa acontecendo e, finalmente, temos mais no que focar do que atender a regulamentos e fazer gestão de risco! Como resultado da pressão exercida pelos diversos inovadores, participantes da indústria de pagamentos estão impulsionando uma onda de transformações em pagamentos focada em nossos clientes e no que nós — individualmente e também como uma indústria — podemos fazer para melhorar nossos serviços. Esse desenvolvimento é muito bem-vindo em uma área cuja adaptação, sinceramente, tem sido lenta.

Os veteranos da indústria de pagamentos nos Estados Unidos sabem que poucas mudanças importantes ocorreram nessa área desde o lançamento da Automated Clearing House (ACH), na década de 1970. E na arena internacional, embora confiável de modo geral, o processo há muito usado para movimentar recursos globalmente está repleto de velhos desafios relativos a agilidade, custo e transparência. Até pouco tempo atrás, contudo, os clientes não estavam pressionando por mudanças tão agressivamente. Portanto, os bancos não tentaram melhorar aquilo que funcionava. Eles sabiam que a necessidade de dinheiro, tempo e coordenação para realizar uma transformação verdadeira seria imensa.

O status quo poderia ter sido mantido, não fossem diversos fatores que, juntos, criaram a “tempestade perfeita” para provedores de pagamento. Concorrentes novos e ágeis — agora comumente chamados de “Fintechs*” — começaram a buscar oportunidades para aplicar tecnologia de ponta (blockchain, por exemplo) para entar no espaço de pagamentos, assim como outras fontes de receita sobre as quais os bancos se apoiaram por anos. Surgiram fatores de mercado como o crescente consumo das soluções de pagamento, fluxos de comércio globalizados, elevadas fraudes e ciber ataques. Simultaneamente, a crise financeira de 2008 fez alguns clientes se perguntarem o quão bem eram atendidos pelos bancos. Embora os bancos tenham percebido a necessidade de agir imediatamente para inovar, sua capacidade de foco foi ofuscada pela necessidade de desviar atenção e recursos para outros assuntos. Até recentemente, parecia viável que os bancos perderiam sua participação em processamento de pagamentos para as Fintechs e outros provedores fora do setor bancário. Sua avançada tecnologia e agilidade, além de novos conceitos, parecia capaz de resolver muitas das fraquezas históricas na área de pagamentos. Uma agitação midiática, com diversos artigos e anúncios da comunidade Fintech, contribuiu para essa percepção.

Hoje em dia, a perspectiva mudou um pouco. Os bancos e Fintechs concluíram que, embora as Fintechs ofereçam algumas ideias interessantes e tecnologias avançadas, os bancos também adicionam valor. Os bancos têm vantagens significativas em termos de efeito de rede, padrões reconhecidos, conhecimento regulatório e bases de cliente vultosas e consolidadas, nos dando, assim, a escala necessária. Ambos os grupos estão se perguntando qual a melhor forma de alcançar seus objetivos comuns:

• Os bancos devem evoluir suas soluções de pagamento atuais para competir diretamente com as Fintechs?
• É melhor para os bancos agir conjuntamente, de modo a melhorar o sistema de pagamentos e atender às necessidades de seus clientes – que estão em constante mudança?
• Os dois grupos podem unir suas áreas de competência, criando uma melhor experiência para o cliente?

 

Neste relatório, você irá encontrar informações sobre cada uma dessas abordagens, além da posição do setor de Treasury Services do BNY Mellon sobre as direções que, em nossa opinião, poderão fazer mais sentido para nós e para os clientes, enquanto procuramos oferecer uma melhor experiência em pagamentos. Também daremos a você um resumo das perspectivas de líderes seniores do BNY Mellon, assim como de especialistas da indústria, e vamos compartilhar com você dados da nossa pesquisa com clientes. Daremos, ainda, uma rápida olhada na tecnologia “blockchain” e em como ela está inserida na transformação em curso.

Enquanto consideramos todas as alternativas, permanecemos focados na mesma pergunta. De que forma nossos clientes serão mais bem atendidos? Isso orientará a decisão final. Ao mesmo tempo em que damos as boas-vindas a todos os inovadores, acreditamos que os bancos devem ser incansáveis em criar a experiência positiva que os clientes desejam.

Leia mais para conhecer o admirável mundo novo que enfrentamos na indústria de pagamentos. Neste setor, os bancos, as Fintechs e os grupos da indústria têm interesse especial no aprendizado, para assim sobreviver e prosperar. Os bancos não podem ser negligentes, achando que podem controlar a velocidade das mudanças. Como uma indústria, devemos estar focados onde, intuitivamente, acharmos que a tecnologia está nos conduzindo, modernizando o ecossistema de pagamentos e nos esforçando para entregar as melhorias que nossos clientes querem. Nosso futuro depende disso. A hora de agir é agora. 

 

*FinTech ou Tecnologia Financeira é uma indústria composta por empresas que usam a tecnologia para tornar a indústria de serviços financeiros mais eficiente.

 

 

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