Generation Lost

Geração Perdida

Engajando os Millennials em poupar para a aposentadoria

Outubro 2015
Paul Traynor   |   International Head, Insurance Client Segment, BNY Mellon
Vincent Pacilio   |   Global Head, Insurance Client Segment, BNY Mellon
Adriano Koelle   |   Chairman of Latin America and Country Executive for Brazil, BNY Mellon
Gregory Roath   |   Head of Global Client Management Asia-Pacific
John Buckley   |   Global Head, Corporate Social Responsibility
Sandra Carlisle   |   Head of Responsible Investment, Newton

Em parceria com a Universidade de Cambridge Judge Business School

Sobre a Pesquisa

A pesquisa Generation Lost foi entregue em três etapas.

  • Uma pesquisa de 30 perguntas foi publicada on-line e ficou aberta para respostas entre Julho e Setembro de 2015. Mais de 1.200 Millennials do Reino Unido, EUA, Japão, Austrália, Brasil e Holanda responderam.
  • Foram realizadas entrevistas com uma série de Millennials de cada um dos 6 países via telefone ou chamada de vídeo. Suas reflexões sobre os resultados da pesquisa estão incluídas neste relatório.
  • Um número de profissionais de finanças e acadêmicos de todo o mundo foram convidados a refletir sobre os resultados da pesquisa e dividir seus pontos de vista sobre a direção futura da indústria de seguros.


Para mais detalhes sobre este estudo, publicado integralmente em Inglês, favor navegar pelas opções abaixo ou clicar no ícone ao lado para fazer o download completo do material.

 

 

Prefácio

Prestadores de serviços financeiros, como companhias de seguros de vida, bancos e gestores de ativos, estão perdendo a chance de conquistar essa geração de novos clientes em potencial. A mesma falta de visão que acomete a geração do milênio com relação à poupança de aposentadoria também acomete os executivos dessas organizações com relação à prosperidade de suas empresas a longo prazo.


É necessário que haja uma reforma radical da educação financeira para que as futuras gerações possam suportar o fardo cada vez maior que elas terão que carregar pessoalmente para cuidar de sua aposentadoria. As iniciativas de finanças sociais oferecem aos prestadores de serviços financeiros uma forma diferente de falar com a geração do milênio em relação aos investimentos tradicionais. Para se relacionar melhor com essa geração, é preciso que esses prestadores de serviços sejam mais honestos quanto aos desafios enfrentados. É preciso propor novas formas de pensar para que essa geração de imprudentes não se transforme em uma geração perdida. LEIA O RELATÓRIO COMPLETO EM INGLÊS

 

Destaques da pesquisa "Geração Perdida"

LEIA A TRANSCRIÇÃO DO VÍDEO (PDF - 168KB)

 

Resumo e conclusões principais

A geração do milênio em países desenvolvidos está diante de uma aposentadoria menos confortável do que seus pais e avós por conta de fatores demográficos, políticos e macroeconômicos incontroláveis. E, no entanto, essa geração está alheia ao que o futuro lhe reserva.

Seu entendimento de assuntos financeiros é pequeno, mas isso se deve tanto à falta de informação recebida quanto à falta de interesse por parte da própria geração. Eles querem saber a verdade sobre o futuro, por pior que seja.

46% dos entrevistados não recebem nenhuma informação sobre assuntos financeiros no local de trabalho ou na instituição de ensino que frequentam

O entendimento de conceitos-chave, como capitalização e poupança com vantagem fiscal, é escasso. A geração do milênio subestima notavelmente a quantia que é preciso economizar para custear sua aposentadoria. Surpreendentes 90% deles estimam a quantidade necessária para a aposentadoria com base em palpites ou suposições, em vez de basear-se nos dados do setor. Eles querem se inteirar de assuntos financeiros em momentos cruciais de suas vidas, como na escola, por diversas mídias, inclusive por canais digitais e pessoalmente.

77% querem saber a dura realidade de sua saúde e suas finanças pós-aposentadoria, exigindo uma comunicação mais impactante das seguradoras e de outros prestadores de serviços financeiros

Eles querem saber a verdade sobre quão trágica será sua situação financeira caso não comecem a economizar logo cedo. Cresceram em um ambiente mais protetor do que as gerações anteriores e, por isso, têm expectativas excessivamente otimistas. Mas querem ser tratados como adultos, com mensagens mais confrontantes, honestas e realistas quanto aos desafios enfrentados ao se preparar para a aposentadoria.

Essa procura por conhecimento - claramente evidente nos seis países onde esta pesquisa foi realizada - apresenta às companhias de seguros e a outros prestadores de serviços financeiros um dever e uma oportunidade; um dever de desempenhar seu papel, garantindo que as futuras gerações não caminhem rumo à pobreza, e uma oportunidade de se tornarem parceiros da geração do milênio, ajudando-os a se transformar em poupadores engajados e financeiramente esclarecidos. 

A geração do milênio alocaria em média 42% de sua carteira em produtos de finanças sociais

As finanças sociais têm um forte apelo para a geração do milênio. E, no entanto, essa é uma opção praticamente inacessível por meio dos atuais produtos convencionais de poupança de aposentadoria, os quais também deixam de exibir as opções de ISR (Investimentos Socialmente Responsáveis) na vitrine para os clientes. A pesquisa mostra que 95% dos entrevistados acham que os fundos de pensão e as companhias de seguros oferecem somente opções limitadas, fracas ou nulas para investir em produtos de finanças sociais. A postura em relação às finanças sociais varia conforme o país, mas em todo o mundo essa área em desenvolvimento oferece uma oportunidade única para que os prestadores de serviços financeiros se relacionem com a geração do milênio.

63% dos entrevistados economizariam mais se sua conta de aposentadoria permitisse vários saques ao longo da vida

Conforme mostrado no relatório do ano passado, a geração do milênio busca produtos que atendam às necessidades mais imediatas, além do fundo de aposentadoria. Entre as situações de grande importância para as quais essa geração gostaria de ter acesso ao dinheiro por meio de um produto que possibilitasse vários saques ao longo da vida estão: (i) a entrada para casa própria (49%); e (ii) a ocorrência de uma doença grave (48%).

 

Recomendações

Este relatório sugere que a geração do milênio ignora os desafios enfrentados pela poupança de aposentadoria não por não ter interesse, mas por não receber as informações necessárias para analisa-los. E, mesmo que soubessem a respeito dos produtos disponíveis atualmente, o interesse seria suprimido porque tais produtos não atendem aos requisitos de finanças sociais ou de flexibilidade e não estão sendo comercializados com clareza.

Obviamente, é difícil para as poupanças convencionais competirem com propostas que oferecem aos clientes uma gratificação mais imediata. Mas a pesquisa deste relatório contém diversos indicadores que apontam para as novas formas de alcançar essa geração.

Recomendações:

 

  • Os prestadores de serviços financeiros precisam se esforçar mais para promover a educação financeira, criando parcerias com instituições de ensino financeiro básico, envolvendo-se com escolas e universidades, e pressionando o governo nacional para buscar uma mudança. Os jovens precisam de envolvimento constante por meio de diversos canais para que estejam preparados para lidar com os desafios enfrentados e cuidar de suas próprias aposentadorias.
  • Os prestadores de serviços financeiros devem se envolver com organizações de finanças sociais e startups FinTech para desenvolver suas credenciais de investimento social. Isso fará com que os prestadores de serviços financeiros saiam de sua zona de conforto, mas é essencial para que eles se reposicionem para a próxima geração de clientes.
  • As propostas de ISR devem ser remodeladas e colocadas à frente das ofertas dos prestadores de serviços financeiros. Os ISRs devem ser comercializados de forma mais ativa para a geração do milênio. Só porque a aceitação dos ISRs existentes tem sido baixa até pouco tempo atrás, não significa que essa abordagem de investimento não tenha potencial, e sim que ela não foi devidamente posicionada no mercado.
  • Os prestadores de serviços financeiros devem facilitar para a geração do milênio a alocação de um percentual de sua poupança de aposentadoria para os investimentos em finanças sociais. A alocação percentual da carteira para as finanças sociais ainda está muito longe de ser uma atividade convencional.
  • Os prestadores de serviços financeiros devem considerar a possibilidade de lançar campanhas de marketing mais agressivas para alcançar a geração do milênio. As incertezas dessa geração quanto à falta de informações sobre sua possível pobreza futura oferecem aos prestadores de serviços financeiros a oportunidade de atuar como um canal de assistência e de informações úteis.
  • É preciso que sejam desenvolvidos produtos de poupança de aposentadoria que deem acesso a outras ocasiões importantes na vida. Os prestadores de serviços financeiros não devem apenas criá-los, mas também pressionar os governos nacionais para facilitar seu desenvolvimento.

 

Finanças Sociais: Uma oportunidade para se envolver

Os prestadores de serviços financeiros precisam fazer mais para aumentar a percepção das pessoas quanto às opções de investimento financeiro

As finanças sociais, e mais especificamente o subconjunto de ISRs, carregam um forte apelo para a geração do milênio. O poder emocional das finanças sociais — que se beneficiam da boa vontade de pessoas que querem investir em projetos que atendam a um fim social, mas também gerem retornos positivos — torna mais fácil causar uma boa impressão na geração do milênio do que as abordagens de investimento convencionais. No entanto, essas pessoas sentem que o acesso às opções de finanças sociais não é tão simples.

As companhias de seguros e outros prestadores de serviços financeiros acusam essa geração de não agir de forma condizente com o que afirmam. Eles podem mencionar opções de ISR e ética intacta dentro do leque de produtos existentes como prova de que, no fim das contas, a maioria só está interessada no retorno. As opções de ISR estão disponíveis, mas acreditamos que muitos prestadores de serviços financeiros e outros ainda não as apresentaram para os clientes em suas ofertas.

Eles precisam sair de sua zona de conforto ao pensar em como envolver a geração do milênio nas finanças sociais, em especial nos ISRs, dado que essas opções oferecem uma forma única de se relacionar com a geração perdida.

  • Segundo a pesquisa, essa geração alocaria em média 42% de sua carteira para produtos de finanças sociais.
  • 47% deles excluiriam prestadores de serviços de previdência que não lhes dessem a opção de evitar investimentos sociais negativos.
  • 38% excluiriam um prestador de serviços de previdência que não disponibilizasse investimentos sociais positivos.
  • 95% acham que os fundos de pensão e as companhias de seguros oferecem somente opções limitadas, fracas ou nulas para investir em produtos de finanças sociais.

Credenciais básicas

A geração do milênio claramente vê as finanças sociais como algo novo, moderno e que fala com uma linguagem que ela entende. Elas falam de um retorno às soluções básicas, de inovações financeiras ascendentes com base em tecnologia, como crowdsourcing e empréstimo entre particulares.LEIA MAIS 

Conclusão

A pesquisa contida neste relatório destaca como a geração do milênio é diferente em suas posturas e em seu entendimento de aposentadoria quando comparada às gerações anteriores. Uma maioria esmagadora (77%) quer ser informada sobre a dura verdade dos desafios enfrentados, mas 46% não recebe qualquer informação no local de trabalho ou na instituição de ensino frequentada. Eles exigem novos produtos que ofereçam a possibilidade de saque em ocasiões importantes ao longo da vida e querem investir de forma mais ética e socialmente engajada, estando preparados para alocar em média 42% de sua carteira em projetos de finanças sociais.

Este relatório propõe diversas formas pelas quais os prestadores de serviços financeiros devem mudar sua abordagem em relação aos investidores de amanhã; uma abordagem radicalmente aprimorada para tratar da educação financeira em todas as idades, promover um diálogo honesto com os jovens sobre os desafios financeiros que eles enfrentarão no futuro, dar uma nova ênfase aos investimentos que beneficiam a comunidade como um todo e oferecer um novo design do produto que inclua o acesso prévio ao investimento.

A implementação dessas medidas não será algo simples, mas aqueles que se adaptarem a essa base de clientes em constante evolução podem ter certeza que estarão mais bem posicionados para prosperar em mercados futuros e continuar a impulsionar valor para o acionista.

Sobre os pesquisadores

No momento da pesquisa, Paul Kelly estava prestes a obter seu título de Mestrado em Finanças, e Shreetama Datta, seu título de MBA. Paul levou ao projeto seu conhecimento profissional e acadêmico em consultoria estratégica, economia e finanças, e Shreetama, seu conhecimento profissional e acadêmico em estatística e análise de dados. Ambos faziam parte da turma de 2014-1015 da Judge Business School da Universidade de Cambridge.

 

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